sábado, 4 de junho de 2011

Empresas investem cada vez mais em Executive Search para otimizar tempo e evitar falhas

 Com o mercado aquecido, é cada vez mais difícil encontrar, para vagas da alta gestão, profissionais com perfil diferenciado e, acima de tudo, disponíveis. A concorrência com outras empresas é grande e a procura ainda mais árdua. Para vencer a disputa pelo trabalhador mais qualificado, organizações nacionais passaram, recentemente, a investir nos serviços de Executive Search, em que empresas terceirizadas são contratadas para procurar os melhores especialistas disponíveis (ou não) no mercado.
Andre Bocater, diretor da Brain Inteligência em Talentos, diz que o crescimento econômico do país não é o único fator a estimular a busca. Segundo ele, nos últimos 10 anos houve uma profissionalização do setor de RH, que teria deixado de ser apenas um órgão de administração de pessoal para se tornar um setor estratégico para os negócios de uma companhia.
- Não há mais tempo para errar. Uma contratação errada custa não só tempo, mas também dinheiro para a empresa. Precisamos encontrar os perfis mais adequados para um determinado cargo em que exista demanda. Essas pessoas podem estar disponíveis ou não. Pelas pesquisas que conhecemos, boa parte dos profissionais, algo em torno de 45%, já se encontra no mercado e não procura, exatamente, outro emprego. A questão passa a ser, então, ir atrás deles - explica.
O método para pesquisar trabalhadores já contratados em outras instituições varia. Já foi mais difícil no passado, quando o headhunter era uma figura na porta das fábricas atrás de conhecimento sobre as pessoas ali empregadas. Hoje, com as redes sociais e os contatos pelo mundo virtual, a tarefa é facilitada e, em aproximadamente cinco dias, é possível mapear os profissionais, ativos ou não, que mais se adequam à vaga aberta. O custo do serviço é, em média, de um salário e meio do cargo procurado até três salários.
- Para encontrar os mais qualificados, realizamos o processo de hunting, que nada mais é do que identificar onde estão os profissionais ideais para o cargo desejado. Tudo depende da necessidade do cliente. Vale lembrar que não há demanda apenas por trabalhadores de alta gestão, mas também pelos mais específicos, difíceis de achar no mercado - afirma Maria Inês Forte, criadora e diretora da Hecros.
Encontrado o profissional adequado, como convencê-lo a trocar de empresa? Afinal, em boa parte das vezes, garantem os especialistas, esta pessoa não está em procurando outro emprego. Para Carlos Calderón, sócio da Acting Solution, os fatores que podem levar à mudança são os mais diversos e não dependem apenas da questão salarial.
- Claro que a remuneração é um fator importante. Também levamos em conta, no entanto, aspectos como os sonhos profissionais desta pessoa e o momento que passam em suas vidas. Quer dizer, temos que mostrar ao trabalhador desejado que a empresa que contrata nosso serviço se adapta exatamente à sua fase da carreira - diz Calderón.

Fonte : Jornal O Globo

quarta-feira, 1 de junho de 2011

10 dicas para não se queimar no Twitter

 



Quem já não consegue viver sem twittar pelo menos meia dúzia de mensagens por dia nem sempre avalia os impactos que o uso desta rede social pode trazer para a carreira. O perigo não está em aderir a essa nova onda, e sim em perder a noção do limite. Da mesma forma que nem sempre é indicado dizer tudo o que vem a mente, também deve-se tomar cuidado para não twittar frases muito reveladoras ou de mal gosto.

O novo “queridinho virtual”, ao mesmo tempo que se configura como eficaz ferramenta de comunicação – inclusive para o ambiente empresarial –, pode ser um grande foco de distração para os funcionários ou uma vitrine para entregar pessoas inconvenientes. Por isso, o segredo para o bom uso do Twitter é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e abusar do bom senso.

1 Ambiente público – Por a ferramenta ser veloz e de largo alcance, pense bem antes de postar uma mensagem. O que se “twitta” ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada.

2 Opiniões fortes sobre assuntos polêmicos – No Twitter são naturais as discussões de ideias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com comentários sobre temas polêmicos, como religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém. Cuidado com as animosidades desnecessárias.

3 Falha na comunicação – Evite muitas abreviações. Apesar de permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal interpretado.

4 Fofoca que sufoca – Não fale de ninguém. Afinal, ninguém ganha pontos por ficar depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que vive falando mal dos outros e estraga a própria imagem.

5 Espaço para desabafo – O Twitter pode ser usado como um canal por meo do qual os profissionais desabafam de modo informal sobre acontecimentos da empresa. Contudo, uma manifestação pode ser mal interpretada por um colega e, no futuro, ser usada contra aquele que desabafou.

6 Dados da empresa – Às vezes uma informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à empresa. Uma executiva de uma grande indústria de beleza me confidenciou que, certa vez, conseguiu vantagem em um negócio por ficar sabendo de uma informação por meio do Twitter de um profissional de uma empresa concorrente.

7 Informações gerais – Evite escrever informações precisas sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou foram passear.

8 Excesso de exposição – Tenha cuidado ao exibir fotos na web. Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto também podem não querer ver sua imagem divulgada na web.

9 Reclamação sobre o próprio emprego – Não se deve falar mal da empresa na internet em hipótese alguma. Além de ser uma conduta reprovável, tal atitude acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai provocar grande estresse. Mesmo assim, fique atento. Se não conseguir se “conter“, pense e procure escrever frases genéricas, de forma que ninguém possa ligar os fatos à empresa.

10 Reação diante das críticas – Estamos expostos no Twitter, tanto para admiração quanto para críticas. A única maneira de se evitar críticas é vivendo isolado, o que, definitivamente, não ocorre ao se usar uma rede social. Lembre-se: um tweet replicado por um seguidor, pode, ao contrário, ter desagradado outra pessoa. Por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para nos criticar.

*Daniela do Lago é especialista em comportamento corporativo e professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas


Fonte:Revista você RH

INTERNET

Regras claras para quem adora as redes
Manter-se conectado o tempo todo.Acompanhar tudo o que acontece no Facebook,Twitter,Linkedin e quetais.E, ao mesmo tempo, não negligenciar o trabalho.Esse é um dos novos desafios para empregados e empregadores.Não há estatísticas sobre o crescimento do número de ações trabalhistas pelas quais os trabalhadores reclamam do controle na utilização de redes sociais durante o expediente, mas-na prática-essa é uma realidade na justiça do trabalho.Para prevenir conflitos dessa natureza, as empresas podem utilizar alguns procedimentos internos que, na ocorrência de uma demanda judicial, poderão ajudar na preparação de defesa.
É o que aconselha o advogado trabalhista Paulo Sérgio João sócio do escritório PSJ Advogados.
"É importante que seja organizado um código de conduta, de conhecimento dos empregados desde o momento da contratação ou quando de sua implantação na empresa", explica.
De uso pessoal
Graças à mobilidade, o acesso às redes sociais pode ocorrer tanto pelos equipamentos fornecidos pelo empregador quanto pelos celulares de uso pessoal dos empregados.Nesse caso, o que fazer?
"Em qualquer situação, algumas regras devem ser estabelecidas para que o cumprimento do contrato de trabalho não seja prejudicado.Assim, se os equipamentos são fornecidos pelo empregador, está proibido o acesso a sites que envolvem informações contrárias aos bons costumes", diz o advogado. "A permissão a outros sites deve ser informada pelo empregador e, nesse caso, deverá organizar um código de acesso à internet, esclarecendo, inclusive, a possibilidade de controle remoto.O acesso a redes sociais por meio de celulares de uso pessoal, durante o expediente, pode ser proibido sem restrição.Esclarece Paulo Sérgio.

fonte:Revista Melhor gestão de pessoas.